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carta de condução

Para que serve o atestado médico para a carta de condução?

22 Novembro 2016
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Quando nos inscrevemos numa escola de condução, entre os muitos documentos que são pedidos, há um que levanta sempre algumas questões: o atestado médico para a carta de condução. Julgamos que não passa de uma simples burocracia, mas na verdade este atestado médico é importantíssimo para avaliar se o candidato apresenta ou não as capacidades necessárias para poder conduzir.

Estes atestados servem, por exemplo, para garantir a aprovação de transformações necessárias a determinados veículos caso o habitual condutor apresente limitações ou deficiências.

Sem aprovação no atestado médico para a carta de condução será impossível inscrever-se numa escola de condução e não poderá candidatar-se a nenhum dos exames para a obtenção da carta de condução.

Este atestado médico (cujo o modelo é disponibilizado pelo IMTT) deve obedecer a um exame médico realizado por qualquer médico no exercício da sua profissão. Este deve avaliar certos parâmetros e resultará na aprovação, ou não, da inspeção médica e da obtenção do atestado.

Entre os vários exames a serem realizados, estão em causa os seguintes pontos:

Visão

Por norma usamos lentes ou óculos para corrigir deficiências da visão, mas há certas doenças que afetam bastante a visão e estas são suscetíveis de representar perigo para a condução;

Audição

O sistema auditivo também é rastreado pelo médico. Pessoas cuja perda de audição possa colocar em risco a sua segurança e de outros condutores podem não ser dadas como aptas para conduzir;

Membros

As lesões ou deformações nos membros ou coluna vertebral são também alvo de uma avaliação médica, principalmente as que possam impedir uma manobra eficaz do veículo e dos seus comandos, e que reduzam a capacidade para a condução;

Doenças Cardiovasculares

As doenças graves que possam expor o condutor a uma falência súbita do seu sistema cardiovascular, ou provocar uma alteração súbita das funções cerebrais;

Doenças endócrinas graves (diabetes, obesidade, entre outras)

Que possam pôr em risco a condução;

Perturbações mentais congénitas

ou adquiridas por doença, traumatismo ou intervenção neurocirúrgica, que reduzam apreciavelmente as capacidades mentais;

Dependências

em relação ao álcool, drogas e a outras substâncias de ação psicotrópica e medicamentos suscetíveis de comprometer a segurança na condução;

Doenças do sistema nervoso, história clínica do candidato ou quaisquer outros fatores clínicos

que possam afetar o desempenho e segurança rodoviária.

Isto não quer dizer que caso sofra de algum destes problemas de saúde não possa conduzir, mas pode ficar sujeito a algumas restrições que ficarão registadas na sua licença de condução e, mais tarde, na sua carta de condução.

Fontes:

IMT
ACP

Dica BLOGO:

  • É importante que esta avaliação médica seja realizada aprofundadamente pois pode vir a ter complicações futuras. Como por exemplo, quando quiser fazer um seguro auto para o seu carro, as coberturas podem não ser válidas caso se venha a provar que omitiu algum dado médico.

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