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Mudança de hora: quais as consequências para a saúde?

23 Março 2017
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Foi no início do século XX que o londrino William Willett implementou a mudança de hora, com o objetivo de poupar luz e energia. A mudança de hora acabou por ser adotada gradualmente pelo resto dos países, muito por causa da primeira guerra mundial.

A mudança de hora, consoante o equinócio, ainda é aplicada em muitos países, incluindo Portugal. Inicialmente implementado por uma razão de economia de energia, este processo é cada vez mais criticado não só pela sua ineficiência, como também pelas consequências sobre a nossa saúde.

Mudança de hora leva a uma perturbação do sono

Ao avançar-se o relógio uma hora no outono “ganhamos” uma hora de sono; inversamente, na primavera acabamos por “perder” uma hora quando retiramos essa hora ao relógio.

Implementar uma mudança de hora em dois períodos, durante o ano, pode deixar-nos indiferentes mas, na realidade, o nosso corpo e saúde são afetados por essas alterações.

O sono, que funciona num ciclo de 24 horas, pode ficar perturbado durante vários dias. Essa perturbação acontece especialmente durante a transição para a hora de verão (a que acontece em março), por se reduzir uma hora no sono. A mudança de hora é considerada por alguns cientistas como sendo até mais prejudicial para a saúde do que o jet lag (relacionado com a mudança de fusos horários durante uma viagem).

Esta mudança de hora pode provocar em algumas pessoas:
• distúrbios do sono e de atenção;
• perturbações e alterações de apetite;
• diminuição da capacidade de concentração e de produtividade;
• alterações de humor.

E quem sofre mais com a mudança de hora?

As perturbações de saúde relacionadas com a mudança de hora são mais frequentes em três grupos de risco:
• pessoas mais velhas, que estão mais habituadas a ter um horário fixo e um sono curto;
• crianças, especialmente bebés: sobretudo durante a mudança de hora de verão, as crianças passam de um sono e de um acordar no escuro para um adormecer e acordar com luz solar, o que pode causar perturbações no seu sono;
• doentes e pessoas hospitalizadas, já debilitadas e que tenham mais dificuldade em adaptar-se a novos horários sazonais.

Prepare-se para a mudança de hora

Estima-se que o corpo humano leva cerca de uma semana para se adaptar ao ritmo provocado pela mudança de hora.
Para que esse período de adaptação seja feito mais rapidamente e com menos danos para a sua saúde e sono, seguem algumas técnicas que pode aplicar:
• comece a alterar o seu sono em alguns minutos nos 2 ou 3 dias que antecedem a mudança de hora;
• alivie o stress provocado pelo medo de não acordar, alterando, antes de adormecer, todos os seus equipamentos eletrónicos com alarmes;
• nos dias seguintes à alteração da hora, usufrua de luz solar para evitar a depressão sazonal;
• descanse o máximo possível na semana seguinte à mudança de hora.

Para além destas práticas diárias, a utilização de suplementos vitamínicos e de magnésio podem também ser considerados. Em qualquer situação de extrema fadiga ou de outros sintomas e distúrbios, consulte um médico o mais rápido possível, sob pena de o seu sono ser drasticamente alterado.

Fontes:

Diário de Notícias
Observador
Público

Dica BLOGO:

  • Aplique diariamente práticas relaxantes e que tornem o seu sono saudável e de qualidade. Não se deve preocupar só com a qualidade do seu sono durante a mudança de hora: faça exercícios de relaxamento regularmente e tenha uma rotina de sono fixa.

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