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Óleo de Palma: o Ingrediente Controverso que é Preciso Entender

10 Janeiro 2019
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O óleo de palma é um ingrediente presente em muitos alimentos e é um dos mais polémicos e debatidos nos últimos anos. Referido, por um lado, como cancerígeno, por outro lado, também é apontado como saudável. Contudo, o seu consumo é sobretudo acusado de causar desflorestação e a extinção de habitats naturais de algumas espécies. Vamos tentar perceber os prós e contras deste ingrediente.

Óleo de Palma: o que é e como é usado?

O óleo de palma é a gordura que é obtida através da fruta da palmeira, sendo originário e comum em muitos países africanos. O óleo de palma é aplicado nas mais diversas componentes do nosso dia-a-dia:

  • Alimentos;
  • Cosmética;
  • Sabonetes;
  • E até no combustível dos veículos!

É na área da alimentação que o seu uso é mais conhecido por todos, sendo usado particularmente para ajudar a conservar os alimentos. Se vir um alimento com um alargado prazo de validade, a existência de óleo de palma é muito provável.

O seu sabor neutro e cheiro inócuo, aliado a esta capacidade de conservação, faz com que seja extensivamente usado nos mais diversos alimentos. E é esta uma das principais problemáticas associadas ao óleo de palma. Por ser usado refinado para a conservação dos alimentos, é visto como prejudicial à saúde.

Óleo de palma “bom” e óleo de palma “mau”

É então fundamental estabelecer a diferença entre os tipos de óleos de palma existentes, pois dependendo do tratamento a que é sujeito poderá ser uma opção saudável ou uma opção potencialmente prejudicial à saúde.

Versão não refinada
Na sua versão não refinada, ou seja, de extração a frio/lenta, o óleo de palma é rico em vitaminas A e E. Isso significa que quer dizer que tem um cariz antioxidante, importante fator na proteção de doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e cancro. Além disso, contém alto teor de Ómega 6 que atua como regulador do sistema imunitário, e Ómega 9 que é anti-inflamatório.

Versão refinada
No entanto, o óleo de palma refinado é o mais comum. A este tipo de óleo são apontados potenciais malefícios para a saúde, sendo principalmente conotado como potencialmente cancerígeno além de contribuir para o aumento do LDL – o chamado “mau colesterol”.

A controvérsia ambiental

Mas a maior controvérsia associada ao óleo de palma será talvez a questão ambiental e ecológica. A sua produção é rodeada de polémica, pois as florestas de regiões como o Brasil e a Indonésia têm sido devastadas para plantação de palmeiras.

Com uma produção anual de cerca de 66 milhões de toneladas por ano, o óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo, o que se traduz em plantações em mais de 27 milhões de hectares de terras.

Esta destruição da floresta tropical, o dito “pulmão” do planeta, implica também a destruição do habitat natural de várias espécies, como é o caso dos orangotangos na Indonésia e consequente risco de extinção destas espécies.

A tudo isto acresce o aumento da produção de gases de estufa, com as constantes queimadas, no processo de desflorestação. Os direitos humanos de tribos indígenas residentes nessas áreas florestais, não são também muitas vezes respeitados, pois são retiradas ou expulsas de onde sempre viveram para dar lugar a mais plantações de palmeiras.

Haverá alternativa ecológica para, pelo menos, minimizar estas questões? Têm sido feitos esforços nesse sentido. Marcas como a Nutella, por exemplo, indicam só utilizar óleo de palma de origem sustentável e responsável.

Escolha em consciência e pese os prós e contras. O óleo de palma, como a larga maioria dos ingredientes em muitos dos alimentos que consumimos tem prós e contras. Em outras palavras, a moderação e informação tendem a ser os melhores aliados na hora de fazer as suas opções.

Fontes:

Correio da Manhã
NIT
SAPO Lifestyle
Salve a Selva

Dica BLOGO:

Pretende adquirir óleo de palma de extração lenta? Nesse sentido, a melhor forma de o fazer é em lojas especializadas, como supermercados e lojas de produtos biológicos/orgânicos.

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